Arte sequencial, humor gráfico e outros eufemismos
Mediador: Arnaldo Branco.
Com: Allan Sieber, Leandro Assis, Hiroshi Maeda, André Dahmer e
Leonardo.
Detalhamento
Mediador: Arnaldo Branco é quadrinista e cartunista do
portal G1, colunista da revista Monet e lançou o livro As
aventuras do Capitão Presença.
Humor e a coisa pública: charge
Comentar a política nacional através do humor gráfico é uma
tradição mais velha que a República. Mas: funciona? Charge
derruba ministro? E é possível competir com a realidade?
Leonardo é chargista do jornal Extra. Já mostrou seu trabalho
em diversas publicações, como O Pasquim, Bundas e Sexy.
Como é ter o trabalho pautado pelo noticiário? O prazo de
validade das piadas criadas para comentar a situação nacional é
curto ou a tendência do Brasil em sofrer dos mesmos males
garante a sobrevivência da charge? O público reage de que
maneira? Como é a resposta das autoridades que são criticadas
diariamente – especialmente as do setor de polícia? O humor tem
mesmo o poder de derrubar ministros? O brasileiro tem a vocação
para o protesto bem-humorado, mas ele faz algum efeito? O
suporte do texto – uso de diálogo e legendas ou só da imagem na
charge diária? Por que nos Salões de Humor predomina o chamado
humor gráfico?
Desanima mundi: animação
Fazer animação no Brasil não é um passeio na Disney. Por que
fazer, como fazer e de que maneira encontrar o público?
Allan Sieber é cartunista e animador. Publica seus quadrinhos
na Folha de São Paulo e na Playboy e já ganhou diversos prêmios
com sua empresa de animação, a Toscographics.
Como se faz animação, que recursos, com que tecnologia? Há
espaço para os puristas? Ainda se faz animação com os métodos
antigos, por capricho ou pendor artístico? Como está o mercado?
Há demanda dos canais de TV, da publicidade, do cinema? E a
concorrência – hoje em que os meios de produção são
maisdemocráticos, é mais difícil conseguir trabalho? E sobre o
que falar com os desenhos animados? Os temas folclóricos são
mesmo privilegiados nos editais que ajudam a financiar as
produções? O meio ainda está muito atrelado ao público infantil?
No exterior, desenhos como Os Simpsons e Family Guy são
considerados as produções que melhor criticam a sociedade
americana – por que não temos algo parecido?
Arte (ou burocracia) sequencial?: tira diária
Supra-sumo da arte pop ou o trabalho de corno mais charmoso do
jornalismo diário? Está em extinção ou se renova na internet?
André Dahmer é quadrinista e artista plástico. Publica na
Folha de São Paulo e já lançou vários livros de tiras, como O
Livro Negro de André Dahmer e Malvados.
Como é trabalhar tendo que criar uma piada por dia? Como se
começa em uma profissão que não só não é regulamentada, mas que
também não é exatamente considerada um ofício? Quais são as
técnicas para criar e desenvolver os personagens? Como é a
resposta do público? É possível orientar o trabalho para
cativá-lo? Quadrinhos são uma arte em extinção? O espaço foi
reduzido por conta do sucateamento das publicações impressas –
por que as tiras diárias foram as primeiras a sofrer cortes? A
internet é considerada uma das responsáveis pela redução dos
leitores da imprensa tradicional – ela é inimiga ou tábua de
salvação dos quadrinistas? Como se está ganhando dinheiro com
quadrinhos além dos meios tradicionais?
Terreno hostil: adaptação de livros para HQ
Adaptar clássicos da literatura para os quadrinhos é a nova onda
do mercado editorial. Qual a intenção? Facilitar o acesso aos
clássicos ou subestimar o leitor e mastigar tudo para ele?
Graphic Novel: eufemismo para gibi ou símbolo de status?
Quadrinhos metidos a besta ou uma distinção necessária para um
gênero especial? Busca por status ou por excelência? Quem faz e
quem lê graphic novels?
Leandro Assis é professor de roteiro da Escola de Cinema
Darcy Ribeiro e roteirista do núcelo de TV da Conspiração
Filmes. Em 2008 publicou sua primeira HQ - O Cabeleira - escrita
com Hiroshi Maeda e desenhada por Allan Alex.
Hiroshi Maeda é formado em Engenharia pela PUC-Rio e
pós-graduado em Roteiro para Cinema pela Universidade Estácio de
Sá. Sua primeira HQ é O Cabeleira, escrita com Leandro Assis e
desenhada por Allan Alex.
Por que adaptar livros para os quadrinhos? A idéia é facilitar o
acesso aos clássicos ou fazer uma nova leitura para emprestar a
visão de outro autor ao texto consagrado? Como é o processo de
escolha – as editoras têm sugerido os títulos ou os artistas tem
escolhido as obras? O mercado está acolhendo bem essa tendência
ou a idéia é acreditar na compra do material pelo governo para a
distribuição em escolas? Como se faz uma adaptação, como
emprestar uma contribuição artística a uma obra já resolvida em
seu formato original?
Graphic novel é um rótulo mercadológico ou um gênero legítimo?
Como é o processo de criação? E a colaboração entre os autores –
o desenhista dá palpites no roteiro, o roteirista faz marcações
de enquadramento? Como é a escolha dos temas? Há uma preocupação
em fazer quadrinhos sobre a realidade brasileira ou essa é uma
cobrança que não faz mais sentido? Como está o mercado para esse
novo tipo de HQ?
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