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Jacques Tati brilha em noite dedicada aos curtas

Uma noite cunhada em três grandes programas do 14o. Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Assim foi a décima segunda edição da Maratona Odeon, que rolou na sexta-feira (05/09). Pela primeira vez, o evento dedicou uma edição inteira aos curtas-metragens. O destaque ficou para o programa Jacques Tati + Night of the Shorts homenageou o diretor francês com duas produções no formato. Nos intervalos, além do DJ residente Jorge Luiz, quem animou a pista de dança foi o DJ XKN, vindo especialmente de São Paulo para agitar a noite cinéfila da Cinelândia, que tradicionalmente termina em bolo com café.

O primeiro bloco contou com grandes curtas da Seleção Internacional: Sou uma Estrela, de Stefan Stratil (Austrália); O Homem sem Cabeça, de Juan Solanas (França); Refém, de John Woo (Estados Unidos); Muralha da China, de Sytske Kok (Holanda); Um Homem Encantador, de Martin Strange-Hansen (Dinamarca); Asilo, de S. McLeod & G. Reticker (Gana/Estados Unidos); Dança com Duendes, de Emelie Carlsson Gras (Suécia); o divertido musical Mulit, de Ivan Zacharias (Índia/Estados Unidos); e Beat the Devil, de Tony Scott (Estados Unidos).

Em seguida, foi a vez de Jacques Tati + Night of the Shorts roubarem a cena com: Escola de Carteiros (Jacques Tati), Força Bastia 78 ou Uma Ilha em Festa (Jacques Tati e Sophie Tatischeff), Melhore Sua Esquerda (René Clement), Muito Além de Playtime (Macha Mekeïeff e Jérôme Deschamps), Sempre (Jophi Ries), Idílico (Anja Perl & Petra Schröder), Molhado (Felicitas Korn), Todo Dia Saio para Correr (David Storr) e Fodam-Se os Porcos! (Carolin Otterbach).

A noite terminou de maneira bizarra com a programação Mix Brasil + Foco: Terror. Foram exibidos: Blow, de Marie Craven (Austrália); Quando Chegar a Noite, de Abigail Severance (Estados Unidos); Saindo do Armário, de Olivier Ayache-Vidal (França); Espreita, de Eládio Garcia Sá Teles(Brasil/Goiânia); Jugular, de Fernanda Ramos (Brasil/São Paulo); Opus 66, de Lionel Delplanque (França); Snuff 2000, de Borja Crespo (Espanha); e Irmã Lulu, de Philip John (País de Gales).
E pra dar aquele gás, o término da maratona contou com muito bolo saído do forno e café, para os cinéfilos começarem bem o sábado.

(Dominique Valansi)