|
Cinéfilos
correm para a Maratona
As últimas
sextas-feiras do mês não serão mais as mesmas: estão de volta as
maratonas cinematográficas do Estação, que foram sucesso entre 1986 e
1987, agora ocupam o espaço do Cine Odeon BR.
Para a
alegria dos cinéfilos cariocas, a primeira edição contou com quatro
filmes: duas pré-estréias, uma surpresa e um “cult”, uma sessão de
dublagem, DJs animando a noite no segundo andar do Odeon e uma mesa de café
da manhã para os que chegaram ao fim da maratona. Cerca de 500 pessoas
passaram pelo evento, que foi das 22h até às 7h da manhã.
O filme
que abriu a noite foi Insônia, de Christopher Nolan, mesmo diretor
de Amnésia. Na história, um reconhecido policial (interpretado
por Al Pacino) é mandado para o Alaska para resolver o misterioso
assassinato de uma jovem. Em uma rara aparição no papel de vilão, o
simpático Robin Williams.
Logo no
primeiro intervalo, o segundo andar do Odeon se transformou em uma pista
de dança animadíssima ao som dos DJs
Jorge Luiz e Zé Otávio que tocaram durante toda a noite o melhor da música
brasileira. O som agradou tanto que muita gente chegou atrasado ou até
mesmo perdeu o segundo filme.
A
segunda pré-estréia da noite foi Lúcia e o Sexo, do espanhol
Julio Medem, que dirigiu Amantes do Círculo Polar. Em seguida,
depois de um rápido intervalo com o lounge lotado de novo, foi a vez do
filme surpresa, o inédito no circuito brasileiro eXistenZ, de
David Cronenberg.
Depois
de tantos filmes, o público pôde relaxar com a dublagem de Eu
(filme de Walter Hugo Khouri) estrelado pelo galã Tarcísio Meira muito
bem acompanhado por Bia Seidl, Nicole Puzzi, Christiane Torloni e Monique
Evans. Os personagens ganharam vozes e falas hilárias dos atores Tatiana
Vareza e Maurício Pacheco, arrancando gargalhadas da platéia.
Já
eram cinco da manhã quando foi exibido Conexão Brasil, do
produtor e ator Talício Sirino. Aos 43, este é seu terceiro
longa-metragem. Com uma trama policial cheia de ação e violência, o
filme conta a luta do policial Franco para acabar com o crime organizado
na fronteira do Brasil. As filmagens foram realizadas em Curitiba, Foz do
Iguaçu e Cascavel no estado do Paraná e em Posadas, capital da província
de Missiones, Argentina.
Considerado o Jack Chan ou o Chuck Norris brasileiro, Talício veio ao Rio
de Janeiro especialmente para a maratona: “O Brasil tem que rever muitas
coisas do seu cinema. A volta da Maratona já é, para mim, uma busca. A
proposta é muito boa e é um dos caminhos para o cinema no Brasil”,
declarou.
Conexão
Brasil foi um dos selecionados entre as Premières
do Festival de Gramado 2001 e premiado com o prêmio ET de Prata no
Festival de Varginha em Minas Gerais em março de 2002. O público aprovou
o cult e o filme foi muito aplaudido no final.
Já era dia claro quando os vencedores da Maratona foram agraciados com um
delicioso café da manhã com bolos, biscoitos, café e chocolate quente.
Para quem não foi, é só contar os dias para a última sexta do próximo
mês, quando será realizada mais uma imperdível maratona cinematográfica.
|