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Último Cachaça Cine-Clube de 2002

Ninguém quis perder a última dose do Cachaça Cine-Clube no dia 18 de dezembro no Cine Odeon BR. Com a casa cheia de cinéfilos que ocuparam os dois andares do cinema,  foram exibidos mais quatro curtas-metragens de novos realizadores e mais uma homenagem a um veterano, desta vez Emmanuel Cavalcanti.

A estréia da noite Pra Onde (16mm., 2002), de Aurélio Aragão, uma produção de Brasília, conta a história de um andarilho que, fascinado pela movimentação de uma feira de rua decide expor seus objetos em um pregão muito particular. O filme foi ganhador do prêmio de melhor curta 16mm concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal no Festival de Brasília deste ano.

O diretor subiu ao palco do Odeon para apresentar o filme, agradeceu ao responsável pelo som, Fernando Moraes e disse ser uma honra estar exibindo o curta no Rio de Janeiro e no Cine Odeon BR.

O segundo curta da noite, O Engraxate (16mm. 2002) foi ganhador do prêmio para melhor documentário e uma menção especial do júri 16mm no Festival de Brasília deste ano. Seu realizador, Leonardo Duarte, agradeceu a presença de todos e parabenizou a equipe organizadora do evento.

Seu filme conta um dia na vida de Sanclair Hamilton, um engraxate que trabalha na Cinelândia desde o tempo em que saiu da Paraíba. Aproveitando uma ocorrência próxima do Corpo de Bombeiros, ele entra na Câmara Municipal do Rio, para ver como é lá dentro. Nesse momento ele encontra um político que, estranhando o fato daquele garoto estar andando pelos corredores do Palácio, resolve interpelá-lo e acaba cedendo aos seus apelos para dar uma engraxada.

O terceiro curta da noite, A.M.A Ceará (16mm. 2000) de Pedro Martins, homenageia o inventor popular Antônio Matos Alves, que ganha a vida fazendo figuras de animais que vende pelos bares e pelas ruas de Fortaleza. O documentário ganhou o prêmio de melhor filme 16mm no Festival de Brasília de 2000. O diretor apresentou o filme e afirmou que a grande vantagem de se fazer documentários, é ficar amigo das pessoas.

Encerrando a parte cinematográfica da noite, foi exibido João Redondo, de Emmanuel Cavalcanti, um filme de 1979. O realizador também subiu ao palco para apresentar o filme e disse estar muito emocionado: “Nunca pensei que a juventude fosse redescobrir esse filme e fizesse essa homenagem para mim. Quando eu recebi o telefonema me convidando eu quis logo saber onde ficava a sede desse cine-clube cachaça”.

Seu documentário aborda o teatro de marionetes que percorre as feiras populares do Nordeste.  O Teatro de João Redondo é popular, inocente e muito ligado ao povo de onde surgiu. O filme tem o mérito de retratar um modo de vida único com curiosidade, respeito e aproximação.

Depois dos curtas, a noite tinha apenas começado. Com muita Cachaça Magnífica e com som do DJ, a platéia de esbaldou de dançar até tarde da noite no segundo andar do cinema.













Karen Barros




Aurélio Aragão




Leonardo Duarte




Pedro Martins




Emanuel Cavalcanti