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O Fim do Sem Fim
(O Fim do Sem Fim) de Lucas Bambozzi, Cao Guimarães, Beto Magalhães

Direção: Lucas Bambozzi, Cao Guimarães, Beto Magalhães
Produção: Vania Catani
Produção Executiva: Lucas Bambozzi
Direção de Produção: Beto Magalhães
Roteiro: Lucas Bambozzi e Cao Guimarães
Fotografia - 16mm: Cao Guimarães
Fotografia - Super 8: Lucas Bambozzi e Cao Guimarães
Fotografia - DV: Lucas Bambozzi e Beto Magalhães
Som: Marcos Moreira Marcos
Assistente: Gilberto Gibi Cardoso
Abertura e Créditos: Júlio Dui
Trilha Sonora: O Grivo
Montagem: Lucas Bambozzi, Cao Guimarães, Beto Magalhães

cor. 35mm. 92 min.
Brasil, 2001-02.


Sinopse

O FIM DO SEM FIM é um documentário de longa-metragem que tem como pano de fundo o eminente desaparecimento de certos ofícios e profissões no Brasil. Rodado em 16mm, super8 e DV nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará, o filme é um mergulho na inventividade e resistência do brasileiro diante das mudanças tecnológicas e culturais.

Num contínuo debate entre a finalidade e o fim das coisas, as evoluções contemporâneas são tratadas com autenticidade e lucidez pelos próprios indivíduos retratados. O projeto foi baseado em ampla pesquisa, que procurou contudo, abordar o tema central de forma livre e sem maiores compromissos com metodologias históricas ou mesmo antropológicas.

Ao longo do trabalho, os vários personagens são apresentados de formas distintas com diferentes tratamentos estéticos e processos de gravação. Alguns são retratados de forma crua e singular, vários se mostram aos poucos, e outros compõem retratos mais rebuscados e ou delirantes. No conjunto, esses representantes anônimos da cultura brasileira contribuem para uma visão curiosa da confluência de fatores e referências que vem compondo a nação brasileira desde seu descobrimento, há 500 anos atrás.

Dando corpo a uma visão antropofágica da cultura do pais, o trabalho não se prende a idéias, recursos ou tratamentos homogêneos, e as imagens e depoimentos vão aos poucos resultando em novas idéias e construções visuais. Em suas imagens finais a câmera se detém no que restou de uma cidade submergida à foz do São Francisco, o rio da integração nacional, sugerindo também a potência de evasão e desaguamento de uma cultura rica e miscigenada em todos os aspectos.

Tal como na realidade encontrada, ficção, sonho e lucidez se somam ao documentário. Privilegiando aspectos ligados à existência, hábitos, práticas tautológicas e obsessões dos personagens, o trabalho procura revelar o lado poético das existências veladas, dos ofícios resistentes e das práticas anacrônicas que compõem o retrato de um povo.

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