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11
de Setembro
Direção:
de A.G.Iñárritu, A.Gitaï, C.Lelouch, D.Tanovic, I.Ouedraogo, K.Loach,
Mi.Nair, S.Makhmalbaf, S.Penn, S.Imamura, Y.Chahine,
Após
os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, o produtor artístico Alain
Brigand pediu a 11 diretores que contribuíssem cada um com um curta-metragem
para uma coletânea que seria exibida internacionalmente. Inspirados naquele
dia, todos os realizadores tiveram liberdade artística para refletir sobre
o atentado, obedecendo à duração de 11 minutos, 9 segundos e 1 frame -
ou 11'09''01. Danis Tanovic e Ken Loach relacionam a data do atentado
a outros acontecimentos. Tanovic lembra-se do dia 11 de julho de 1995,
quando ocorreu o massacre em Srebrnica e Loach rememora que Salvador Allende
foi deposto do governo chileno em 11 de setembro de 1973. Idrissa Ouedraogo
realizou uma comédia reflexiva sobre Burkina Faso. Samira Makhmalbaf mostra
uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças. Sean
Penn evoca a vida de uma viúva que morava à sombra das duas torres desabadas.
Claude Lelouch descreve as reações de vários surdos ao evento, ou que
testemunharam o evento. Shonei Imamura recorre às memórias japonesas da
Segunda Guerra Mundial, e Mira Nair mostra os problemas das minorias étnicas.
Amos Gitaï dá a sua interpretação sobre o papel da mídia em uma informação
de significado internacional. Alejandro González Iñárritu apresenta 11
minutos de preces na escuridão, enquanto Youssef Chahine reflete a perspectiva
do Oriente Médio. O
Filme Lelouch é um dos onze diretores de onze culturas diferentes, convidados pelo produtor artístico Alain Brigand, a participar de um projeto que reúne em um único longa-metragem, onze curtas que interpretam os acontecimentos daquele dia. Cada filme tem exatamente 11 minutos, nove segundos e um fotograma e os diretores tiveram total liberdade de expressão. Menos de um ano depois dos atentados, 11 de Setembro (11’09’’01) já foi exibido em diversos paises do mundo todo e foi um dos filmes mais procurados do Festival do Rio BR de 2002. Os outros dez diretores que participam do projeto são: Youssef Chahine (segmento Egito), Amos Gitai (segmento Israel), Alejandro González Iñárritu (segmento México), Shohei Imamura (segmento Japão), Ken Loach (segmento Reino Unido), Samira Makhmalbaf (segmento Irã), Mira Nair (segmento Índia), Idrissa Ouedraogo (segmento Burkina-Faso), Sean Penn (segmento Estados Unidos) e Danis Tanovic (segmento Bósnia-Herzegovina). O diretor Ken Loach, que ficou estupefato com a audácia e horror do ataque, contou que retrospectivamente falando, o fato era inevitável. Ele recebeu no Festival de Veneza, o Prêmio dos Críticos Internacionais (Fipresci) por seu episódio no filme, que narra um 11 de setembro de 1973, quando o presidente chileno Salvador Allende foi deposto do governo. Em nota para o festival, ele declarou: "Os eventos de 11 de setembro correm o risco de ser interpretados somente de um jeito. Todos sabem como aconteceu. Ninguém parece perguntar por quê. Este filme tem coisas importantes para dizer sobre isso. Olhando para trás no último meio século, do Vietnã ao Camboja, passando pelo Chile, Nicarágua, El Salvador até o Oriente Médio, somos levados a indagar: quem são os verdadeiros terroristas?". A realizadora Idrissa Ouedraogo produziu uma comédia que se passa em Burkina Faso, onde meninos querem capturar o terrorista Osama Bin Laden para receber uma recompensa e com o dinheiro curar a mãe de um deles que esta doente. Já Samira Makhmalbaf, mostra uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças iranianas que vivem em uma realidade completamente distante da americana. Shonei Imamura recorre às memórias japonesas da Segunda Guerra Mundial e Mira Nair (diretora de Casamento à Indiana) mostra os problemas que os árabes e seus descendentes tiveram de enfrentar depois dos atentados. Danis Tanovic conta o episódio do dia 11 de julho de 1995, quando ocorreu o massacre em Srebrnica. O israelense Amos Gitai dá a sua interpretação sobre o papel da mídia local em um evento de significado internacional, enquanto o egípcio Youssef Chahine protagoniza seu próprio filme refletindo sobre a perspectiva do Oriente Médio. Claude Lelouch descreve as reações de um casal (ela surda e muda) que testemunharam o evento. O ator e diretor americano Sean Penn conta a rotina de um viúvo que morava a sombra das torres. Já o mexicano Alejandro González Iñárritu apresenta 11 minutos de preces na escuridão. Entrevistas com os diretores e trechos de cada episódio podem ser vistas no site oficial do filme: http://www.bacfilms.com/september11/. (Dominique Valansi) |