O Crime do Padre Amaro

Muito criativo e celebrado, o novo cinema mexicano apresenta mais um grande sucesso: O Crime do Padre Amaro (El Crimen del Padre Amaro), do realizador Carlos Carrera.

Com uma história que mostra uma Igreja Católica hipócrita, o longa-metragem criou muita polêmica no México e foi alvo da ira de vários grupos religiosos que tentaram impedir que ele fosse realizado.

Baseado em um livro homônimo de 1880 do escritor português Eça de Queiroz, a história porém  passa-se em 2002. Além de ter tido a maior bilheteria da história do cinema mexicano, o filme foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Aos 24 anos e recém ordenado, o Padre Amaro (Gael García Bernal) sai de seu seminário e é enviado a uma pequena paróquia na cidade de Los Reyes, México, para ajudar o Padre Benito (Sancho Gracia) no seu ofício diário. Ele precisa trabalhar em uma pequena cidade antes de continuar seus estudos, que serão realizados em Roma, graças à boa relação que mantém com o bispo.

Assim que chega à Los Reyes, o ambicioso Padre Amaro conhece Amélia (Ana Claudia Talancón), uma bela jovem de 17 anos, cuja devoção religiosa aos poucos se enreda em uma incontrolável atração pelo novo padre. Ela está seguindo os passos de sua mãe, Sanjuanera (Angélica Aragón), dona do restaurante mais importante da cidade, que há um longo período é amante do Padre Benito. Outro companheiro de paróquia é o Padre Natálio (Damián Alcázar) que vive junto dos camponeses nas montanhas. 

Amaro logo descobre a hipocrisia da Igreja, que condena as guerrilhas, mas está intimamente ligado com o cartel de drogas local. E que o Padre Benício recebe ajuda financeira do chefe do tráfico que financia uma obra social: a construção de uma casa de saúde.

Por causa de seu romance com o Padre Amaro, Amélia acaba com o seu noivado com um jornalista. Da reação do noivo abandonado, surgem acusações à Igreja que farão do Padre Natálio o bode expiatório. Da paixão entre Amaro e Amélia resulta uma luta interna com um dramático fim.