Lisbela e o Prisioneiro

Para o seu terceiro longa-metragem, o diretor Guel Arraes adaptou para a telona a comédia romântica Lisbela e o Prisioneiro, do pernambucano Osmar Lins, que já tinha feito uma carreira de sucesso nos palcos brasileiros. O roteiro foi escrito a seis mãos numa parceria bem-sucedida de Arraes com Jorge Furtado (Houve uma vez Dois Verões e O Homem que Copiava) e o ator Pedro Cardoso. Com um texto leve, ágil, boas tiradas e um visual moderninho, o filme deve repetir o sucesso de O Auto da Compadecida (2000) e Caramuru – A Invenção do Brasil (2001), adaptações de minisséries exibidas pela Rede Globo que o diretor levou para o cinema.

Na história, o aventureiro e viajante Leléu (Selton Mello) chega, um uma de suas muitas viagens, à uma cidadezinha no Nordeste. Lá ele conhece Lisbela, (Débora Falabella) uma mocinha que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Apesar de ser a noiva do pedante Douglas (Bruno Garcia), ela acaba caindo nos encantos do conquistador Leléu.

Ele também logo se apaixona, mas há vários problemas que eles precisam enfrentar para ficarem juntos. O novo amor desperta dúvidas e cria problemas familiares. O pai da moça, o severo Tenente Guedes (André Mattos) não aceita de forma alguma que Lisbela troque o noivo por Leléu. E há ainda a presença de Frederico Evandro (Marco Nanini), um marido valentão que trabalha como pistoleiro profissional, que está atrás do rapaz por ele ter se envolvido com sua esposa, a fogosa Inaura (Virginia Cavendish).

Mas como diria Lisbela, a graça não é saber o que acontece. É saber como acontece. Quando acontece. E aí... não deixe de conferir o filme!