|
Callas Forever
Maria Callas é a
homenageada em Callas Forever, uma co-produção italiana, inglesa, francesa e
espanhola, realizada por Franco Zeffirelli, pelos 25 anos de sua morte. Em
uma espécie cinebiografia, o filme fala sobre os últimos anos da vida da maior
cantora lírica de todos os tempos.
Uma banda de rock chega
a Paris e é recebida por uma multidão de fãs, repórteres e fotógrafos.
A banda está acompanhada pelo seu empresário, um inglês cinquentão,
chamado Larry Kelly, que no passado organizou uma série de turnês para
Maria Callas. Larry tenta ligar para a famosa cantora de ópera, mas não
obtém sucesso. Então ele vai ver Maria, que já há algum tempo está
vivendo reclusa, em seu apartamento parisiense e tenta convencê-la a
fazer um especial, intitulado Callas Forever.
Maria é a sombra do que era antigamente, a elegante e confidente mulher
que todos conheciam. Ela sofre de insônia e fica acordada todas as
noites, ouvindo seus próprios discos, passando seus dias num tipo de exílio
voluntário, tirando das drogas a força para seguir vivendo. Logo de cara
nega-se a aceitar a proposta de Larry. Sua carreira está acabada.
Mas Larry sabe que tem um certo poder sobre Maria e com a ajuda de Sarah,
uma jornalista inglesa e amiga de longa data da cantora de ópera, ele
consegue convencê-la a acompanhá-lo a um estúdio de televisão, onde
explica que seu projeto consiste numa série de vídeos, nos quais Maria
irá recriar suas mais memoráveis performances, porém, com antigas gravações
de sua voz.
Fascinada pelas possibilidades oferecidas pela tecnologia, Maria concorda
em fazer o primeiro vídeo Carmem uma ópera que ela jamais
havia cantado nos palcos.
A primeira exibição
do especial Carmem nos estúdios de tv é um sucesso: todos
aplaudem e a parabenizam. Levada pelo entusiasmo da receptividade, Maria
concorda em fazer o próximo vídeo da série: La Traviata.
No entanto, durante mais uma noite em claro, Callas é assombrada pela visão
de Tosca, ou melhor, dos fantasmas de todas as Toscas que
ela encenou durante sua carreira. No dia seguinte, Maria diz a Larry que
ela não pode fazer La Traviatta e ao invés disso, decidiu
interpretar Tosca. Ela sente que ainda há algo a respeito do
personagem que a intriga e só poderá descobrir o que é cantando ao
vivo, diante de uma platéia. Larry lhe concede o pedido.
Maria surge diante de
uma enorme platéia e explica o estranho relacionamento que une Tosca
a Scarpia, apontando como a mulher, mesmo com seu ódio por Scarpia,
é inconscientemente atraída por seu domínio. Quando Maria começa a
cantar, todos imediatamente percebem que sua voz já não é mais como
antes, no entanto, seu orgulho e paixão ainda são intensos. Durante sua
performance, Maria revive diversos momentos de sua vida com Aristóteles
Onassis e sua voz ecoa, embargada por um furacão de emoções.
Maria canta e representa, libertando todos os seus sentimentos
conflituosos através do personagem. Larry jamais a via visto fazer uma
perfomance tão real nos palcos. Ele é hipnotizado pela forte guinada em
sua interpretação. Da mesma forma está a platéia: no final da cena
tudo é tomado pelo aplauso ensurdecedor.
Através dessa performance Maria alcança um novo nível de consciência:
ela percebe que não é mais a cantora que foi um dia e que não pode
fingir ter uma voz que já não existe. Ela diz aos patrocinadores do
projeto que somente fará o vídeo Tosca se este for gravado ao
vivo. Eles recusam e o negócio é desfeito...
Durante um encontro emocional e doloroso com Larry, Maria admite que já não
tem mais voz e pede a ele para destruir o vídeo Carmem. Larry fica
desapontado, mas promete a ela que ninguém jamais verá os vídeos. Maria
fica agradecida e abraça-o antes de voltar ao seu apartamento e à sua
vida de solidão. Maria Callas morreu pouco tempo depois, em 16 de
Setembro de 1977.
Site
oficial: http://www.bacfiilms.com/callas
|





|