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(La saison des hommes)
um filme de Moufida Tlatli
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Tunísia, 2000
cor, 124 minutos
classificação: 14 anos
Sinopse
Aïcha casou-se com Saïd aos 18 anos. Mas Saïd, assim como seus irmãos, trabalha em Tunis 11 meses por ano. Sua mulher, como as mulheres de seus
irmãos, ficam em Djerba, na casa de sua mãe dominadora.
Em sua noite de núpcias, Aïcha manifesta seu desejo de quebrar a tradição e ir morar com Saïd. Ele não aceita. Em Tunis, ele dorme no chão com os irmãos
nos fundos da loja deles. Não há lugar para ela. Para ganhar dinheiro, Aïcha sugere vender os lindos tapetes que ela tece.
Ele concorda, mas acrescenta uma condição: para ganhar o direito de ir morar com ele em Tunis, primeiro ela precisa dar-lhe um filho.
Durante os primeiros anos, o retorno dos homens é vivenciado como uma festividade: as mulheres o aguardam como a uma lua-de-mel. Mas Aïcha e
Zeineb passarão muitos anos esperando pela "temporada dos homens", tecendo os tapetes que irão enriquecer Saïd e sufocar as suas vidas.
Zeineb é a "viúva" de um homem vivo, que partiu para a França há sete anos, logo após o casamento, e nunca voltou em nenhuma "temporada dos homens".
Zeineb acha que Aïcha tem sorte: ela pelo menos vê o marido uma vez por ano. Mas seus encontros com Saïd são recheados de brigas, especialmente depois de
ela ter dado à luz duas filhas, Meriem e Emma. Aïcha não quer mais saber de ter filhos, mas Saïd exige que ela lhe dê um filho para tirá-la de Djerba.
Meriem e Emma crescem nesse clima opressivo: com os homens longe de casa, as mulheres sofrem, frustradas pela falta de liberdade, sexo e amor.
Quando Aziz nasce, parece que os sonhos de Aïcha se tornarão realidade. Mas esse filho tão ansiado é contaminado pelas neuroses de sua mãe e de todas as
outras mulheres, por suas decepções, medos e dificuldades. À medida em que
ele cresce, sua doença piora: ele é autista. Saïd culpa Aïcha por isso. Sua vida de sonhos em Tunis torna-se um pesadelo.
Aïcha está descrente dos médicos e recusa-se a internar Aziz. Ela que lutara tanto para sair da ilha de Djerba agora luta para voltar para lá com Zeineb
e suas duas filhas, Emma e Meriem. Elas voltam para sua antiga residência, a
"Menzel", uma imponente casa em Djerba, onde o passado ressurge e torna-se um obsessão.
Meriem e Emma, duas garotas modernas, também foram afetadas pelas traumáticas condições de seu nascimento e de todas as mulheres. Meriem está
casada há seis meses e ainda é virgem; e Emma tem uma relação amorosa com um
homem casado.
E é em Djerba, lutando contra suas lembranças, cercando Aziz de cuidados, que Aïcha, suas filhas e Zeineb confrontarão seu passado, suas fraquezas, e
tentarão, cada uma à sua maneira, resolvê-las ou pelo menos aceitá-las. Elas
lutarão. As feridas sararão e se tornarão cicatrizes, elas aprenderão a viver e a amar. Não haverá mais "tempo de espera" para nenhuma delas. Aïcha
transmite para o filho sua paixão pela tecelagem, pela lã e pela arte de tecê-la. O menino, agora em paz, encontra uma forma de expressar-se
artisticamente, com cores e formas.
Ficha Técnica
direção/ roteiro: Moufida Tlatli
produção: Les Films du Losange, Maghrebfilm Carthage Art France Cinema.
fotografia: Toussef Ben Youssef
montagem: Isabelle Devinck
música: Anquar Braham
elenco:
Rabiaa Ben Abdallah
Sabeh Bouzouita
Ghalia Ben Ali
Ezzedine Guennoun
Hend Sabri
Formato: 1.66
35mm Cor
Som: Dolby SRD
Versão Original: árabe
Sobre a diretora:
Moufida Tlatli cresceu na Tunísia em uma família tradicional. Após formar-se em Paris, em 1968, no departamento de montagem do IDHEC, voltou para a
Tunísia em 1972. Seu nome aparece nos créditos dos mais importantes filmes
árabes de 1970 a 1990. Em 1993, ela dirigiu "The Silences of the Palace".
O filme foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de
Cannes de 1994 e recebeu uma "Menção Especial" para o prêmio Câmera de
Ouro.
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Moufida Tlatli |