Estação Virtual

 

(Cecil B. DeMented)

Um filme de John Waters


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Filmes do Estacão
35mm / cor/ 88 min./ 2000

SINOPSE:

Cecil Bem Demente é uma comédia de ação sobre um cineasta lunático que, junto com sua gang fanática por cinema, os "Sprocket Holes", sequestra a deusa número 1 de Hollywood para forçá-la a atuar em seu filme terrorista
underground.

Honey Whitlock é totalmente estrela e está no auge de sua carreira, muito embora a vida pessoal esteja uma confusão. Aos 40 anos e divorciada, ainda é bela, rica, talentosa e seu nome está nas listas mais seletas de todos os produtores, apesar da reputação de diva que vive dando ataques. Ainda assim, o novo filme, "Some Kind of Happiness", promete ser seu maior sucesso. Porém, quando aceita comparecer à noite da estréia internacional em Baltimore, local onde o filme foi rodado, não sabe que está prestes a
conhecer o diretor mais exigente de sua sua carreira. Ela pode ser um "monstro", mas não merecia isso.

De dia, Sinclair Stevens, de vinte e poucos anos, é o responsável gerente do Senator Theatre, o palácio do cinema em estilo art-déco, totalmente restaurado, que abrigará a noite da "Première Beneficente para o Fundo
Pró-Cardíaco" do filme estrelado por Honey. À noite, ele se auto-declara "Cecil B. DeMented", cineasta guerrilheiro e líder cult de uma gang de cinemaníacos desajustados que se infiltra entre os funcionários daquele ponto de referência do cinema. Com o carisma de Charles Manson, o estilo de Andy Warhol e o temperamento artístico de Otto Preminger, Cecil não é um cara violento, a menos que você atravesse seu caminho. Ele quer fazer seu primeiro longa e ninguém vai detê-lo!

Depois do sequestro, Honey é persuadida a entrar no mundo destorcido de Cecil B. DeMented. Agora usando roupas berrantes e fashion e sendo obrigada a estrelar num filme sem orçamento, rodado com cenas de realidade extrema, Honey gradativamente vai adaptando-se aos colegas kamikaze. O mundo do cinema-terror em vida real de Cecil, a frustração sexual e as teorias do cinema-alucinação começam a parecer uma alternativa interessante para Honey que torna-se o soldado voluntário da guerra contra o cinema ruim.

Muitos caras sonham em fazer um filme. Somente os que dariam a vida por ele conseguem.

FICHA TÉNICA

Direção Roteiro: JOHN WATERS
Produção: JOHN FIEDLER / JOE CARACCIOLO, JR. / MARK TARLOV
Fotografia: ROBERT STEVENS
Montagem: JEFFREY WOLF
Música: ZOE POLEDOURIS / BASIL POLEDOURIS
Elenco:
MELANIE GRIFFITH: Honey Whitlock
STEPHEN DORFF: Cecil B. Demented
ALICIA WITT: Cherish
LARRY GILLIARD, JR.: Lewis
MIKE SHANNON: Petie
MAGGIE GYLLENHAAL: Raven
ERIC M. BARRY: Fidget
ZENZELE UZOMA: Chardonnay
ERIKA LYNN RUPLI: Pam
HARRIET DODGE: Dinah
ADRIAN GRENIER: Lyle
JACK NOSEWORTHY: Rodney
PATRICIA HEARST: Mãe de Fidget
RICKI LAKE: Libby
MINK STOLE: Sra. Mallory

SELEÇÃO OFICIAL FESTIVAL DE CANNES 2000


JOHN WATERS 

Nascido em Baltimore, Maryland, em 1946, John Waters ficou fascinado pelo cinema quando ainda criança, em especial pelos grandes filmes e pelas fantásticas campanhas de publicidade. Aos 12 anos era assinante da revista Variety, apreendendo dela toda a informação importante e seu jargão. Essa formação precoce mostrou-se útil já que o futuro diretor iniciou sua carreira fazendo teatro de marionetes nas festas de aniversário de criança. Na adolescência, Waters começou a fazer filmes underground em 8mm influenciado por diretores importantes como Godard, Walt Disney, Andy Warhol, Russ Meyer, Ingmar Bergman e Herschell Gordon Lewis.

Usando Baltimore, a qual apelidou carinhosamente de "Capitólio Mundial do Penteado", como cenário para todos os seus filmes, Waters reuniu não só um conjunto de atores, na maioria nascidos naquela cidade, como também amizades sólidas: Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole e Edith Massey. Waters também construiu relações duradouras com pessoas-chave na
área de produção, tais como Vincent Peranio, designer de arte e produção; Van Smith, figurinista; e Pat Moran, diretora de elenco e "pau pra toda obra" que ajudam a dar a seus filmes aquela marca registrada do estilo John
Waters.

Em 1964, Waters fez seu primeiro filme, Hag in a Black Leather Jacket, um curta em 8mm, estrelado por Mary Vivan Pearce. O segundo, Roman Candles, de 1966, foi a estréia de Divine e Mink Stole em seus filmes. Eat Your Makeup,
de 1967, primeiro filme em 16mm, conta a história de uma governanta desajustada e seu amante que raptam modelos e as obrigam a se vertir para a morte. Mondo Trasho, o primeiro longa-metragem, foi finalizado em 1969 apesar da suspensão sofrida pela produção, quando o diretor e dois atores foram presos por má conduta, a saber: atentado ao pudor.

Em 1970, Waters finalizou o que ele próprio descreveu como sua primeira "atrocidade celulóide" ­Multiple Maniacs. O filme conta a história de Lady Divine e seu amante, Mr. David, donos de um show alucinado. Eles atraem moradores do subúrbio acima de qualquer suspeita até suas tendas para que testemunhem "A Cavalgada das Perversidades". Em 1972, Waters criou Pink Flamingos , que o alçou ao nível de celebridade cult e se tornou no filme mais "famoso" do cinema americano independente daquela década. Focalizando a batalha pela conquista do título de "A Pessoa Mais Imunda", Pink Flamingos coloca Divine contra Mink Stole. Pink Flamingos tornou-se um sucesso esmagador nas sessões da meia-noite tanto nos Estados Unidos quanto no mundo todo.

Dando seguimento ao sucesso de Pink Flamingos, Waters realizou mais três filmes. Em 1974, criou Female Trouble, a história de Dawn Daveport (Divine), que de tanto desejar a fama tornou-se criminosa. 1977 foi o ano de estréia de Desperate Living, uma comédia em conto de fadas monstruosa, estrelado pela mafiosa Liz Renay. Em 1981, Waters finalizou Polyester, melodrama cômico com Divine e Tab Hunter. Na compra do ingresso o público recebia o
famoso "Odorama" que, ao ser raspado, podia-se sentir simultaneamente com os personagens os diversos odores testados durante a busca pela fragrância da felicidade romântica.

Em Hairspray, 1988, Waters criou uma comédia fantástica, ambientada em 1962, sobre adolescentes loucas para serem estrelas, suas mães e a busca pela sanidade mental. O filme foi um sucesso de bilheteria e crítica, onde estrelaram o então desconhecido Ricki Lake, Deborah Harry, o falecido Sonny Bonno, Jerry Stiller, Pia Zadora e Ric Ocasek.

O sucesso de Hairspray proporcionou a Waters uma participação maior de Hollywood no filme seguinte, Cry-Baby, de 1990, sátira musical sobre delinquência juvenil, protagonizada por Johnny Depp. Em 1994, Waters lançou Mamãe é de Morte (Serial Mom), comédia que recebeu boa crítica social, com Kathleen Turner e Sam Waterston, e que encerrou o Festival de Cannes.

Pink Flamingos, o máximo da obra-prima trash, voltou às telas em 1977 em comemoração ao 25º aniversário, relançado completo e com nova metragem. Ao
comentar sobre a duradoura popularidade do filme, o diretor Waters orgulhosamente vangloria-se: "É difícil escandalizar três gerações, mas parece que consegui."

Lançado em 1988, Pecker, com Edward Furlong e Christina Ricci, fala de lésbicas strippers, pelos pubianos e fotografia amadora. O Japan Times chamou-o de "produção Disney para pervertidos".

Além de roteirizar e dirigir filmes Waters é autor de quatro livros: Shock Value e Trash Trio editados pela Mouth Press; Crackpot, pela Vintage Books; e Director¹s Cut, pela Saclo Books.

Filmografia

2000 Cecil Bem Demente - Cecil B. DeMented
1998 O Preço da Fama - Pecker
1994 Mamãe é de Morte - Serial Mom
1990 Cry-Baby
1988 Hairspray ­ Éramos Todos Jovens - Hairspray
1981 Polyester
1977 Desperate Living
1974 Female Trouble
1972 Pink Flamingos
1970 Multiple Maniacs
1969 The Diane Linkletter Story
         Mondo Trasho
1967 Eat Your Make Up
1966 Roman Candles
1964 Hag in a Black Leather Jacket

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