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| Numa época marcada
simultaneamente por altos índices de desemprego, de um lado, e as fusões cada vez mais
freqüentes entre grandes companhias, vale a pena refletir um pouco sobre algumas saídas
para "crises"; sobre formas de união que mantenham, principalmente, uma certa
independência criativa. Apesar dos percalços da empreitada pioneira, como a irregularidade de
produção e inexistência de circuito garantido, cada filme era negociado a partir de
seus próprios méritos, e a idéia de "terceirização" embutida no projeto
original acabou, décadas depois, tranformando-se no caminho mais viável de produção
cinematográfica. O aluguel de estúdios, equipamentos, equipe, contratos individuais
sobrevive, assim, até hoje como forma administrável de produção independente, enquanto
que o "sistema de estúdio" entrou em crise e desapareceu. Alguns episódios vieram a contribuir para profundas mudanças no grupo United
Artists. O problema na divisão dos lucros criou divergências inevitáveis. Griffith é o
primeiro a debandar seu último filme para a UA, em 1924, está incluído aqui.
Pickford e Fairbanks casam-se em 1920. Este decide largar o cinema em 1934 e morre cinco
anos depois. Pickford e Chaplin permanecem ligados à UA até 1951, negociando seus
interesses para um outro consórcio também independente, formado por dois advogados
ligados à indústria do entretenimento. |