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| Nos últimos 14 anos, os curta-metragistas brasileiros contaram com um estímulo simpático e valorizado pela classe: os prêmios do Rio Cine Festival. No novo contexto do Festival do Rio, isso não podia ficar de hora. A Mostra Competitiva de Curtas Brasileiros recebeu este ano um total de 101 inscrições, provenientes de 12 estados. Embora a predominância continue sendo dos grandes centros produtores, Rio de Janeiro e São Paulo, foi notável o crecimento da participação de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, outros pólos importantes do curta. O gênero de ficção confirmou-se como a grande preferência dos curta-metragistas, com larga vantagem sobre os documentários e principalmente sobre a categoria experimental, hoje amplamente deslocada para o vídeo. Entre os curtas de ficção, pode-se detectar uma tendência para o bom acabamento técnico e a clareza narrativa, em detrimento da pesquisa de linguagem. A comissão de seleção houve por bem elevar o número de concorrentes para 20,
contra os tradicionais 18, apontando ainda dois curtas hors-concours. Todos eles estarão
iluminando a grande tela do cinema Odeon, ponto mais nobre do Festival do Rio. Porque
quando se trata de talento, metragem não é documento. |