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| Criada há 38 anos, a Semana Internacional da Crítica é o mais antigo programa paralelo do Festival de Cannes. A seleção dos filmes é feita por um colegiado de sete críticos franceses, que levam em consideração um certo número de fatores. O principal deles é a novidade: todos os filmes têm de ser primeiro ou segundo trabalho do respectivo diretor. Predominam os filmes de baixo orçamento, a ponto de este ano ter sido escolhido o filme japonês 25 de Julho, rodado em 16mm. Há sempre espaço garantido para cinematografias pouco conhecidas, como exemplifica o filme turco A Bordo. Nesse espírito, a Semana da Crítica já revelou ao mundo talentos como os de Bernardo Bertolucci (Antes da Revolução), Kevin Smith (O Balconista) e também dos brasileiros Paulo Cesar Saraceni (O Desafio e Porto das Caixas), Orlando Senna e Jorge Bodanzky (Iracema Uma Transa Amazônica) e André Klotzel (A Marvada Carne), entre outros. Há alguns anos, o Rio Cine Festival vinha apresentando no Brasil essa antena de
novos talentos no cinema mundial. A tradição continua dentro do Festival do Rio. Com
cinco longas e sete curtas, o programa confirma a tendência dos jovens realizadores no
sentido de revalorizar o humanismo no cinema contemporâneo. Personagens em deslocamento
na busca de amor e recomposição pessoal dão a tônica desses filmes. 25 DE JULHO |