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A enguia

Cartaz de Suzaku

Domingo é dia

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Cannes, Veneza, Berlim, Sundance: o roteiro de festivais internacionais
de cinema passa pela MostraRio e traz uma generosa seleção de títulos premiados. Os
favoritos do páreo incluem até mesmo A enguia (Unagi, Japão, 1997), do
diretor japonês Shohei Imamura, vencedor da Palma de Ouro em Cannes esse ano. É uma
história e tanto: ex-presidiário luta para recomeçar a vida como barbeiro numa cidade
do interior, mas tem um sério problema com a lei japonesa, pois deve mostrar que se
arrependeu de ter assassinado a ex-mulher infiel. Ele não volta atrás e, para completar,
conhece uma jovem à beira do suicídio. Foi com essa estranha trama que Shohei Imamura
ganhou sua segunda Palma de Ouro - a primeira foi em 1985, pelo cultuado A balada de
Narayama.
Outro sucesso em festivais também vem do Japão: Suzaku (Suzaku,
Japão, 1996), de Kawase Naomi, vencedor do Camera DOr em Cannes e do
prêmio de melhor filme em Rotterdam esse ano. O filme conta a saga de Kozo, que um dia
sai de casa com sua câmera 8mm e desaparece. Ele some dentro de um túnel construído 15
anos antes para ser a salvação econômica de sua família e da região, mas que é
desativado e leva a lugar nenhum.
Da corrida entre os independentes, destaca-se o surpreendente
Domingo é dia (Sunday, Estados Unidos, 1997), de Jonathan
Nossiter, que ganhou o Prêmio Sundance 1997. O diretor descreve o encontro
entre uma atriz desempregada e um executivo, que ela imagina ser um
importante diretor de cinema. Dá em romance moderninho, pontuado por
paixões e enganos. O filme foi uma boa surpresa na competição do Sundance
e, como esse, há muitos outros premiados
que justificam a curiosidade.
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